ENCARCERAMENTO EM MASSA: RACISMO E SEUS NOVOS MECANISMOS DE SEGREGAÇÃO

Autores

Palavras-chave:

Encarceramento, Racismo, Segregação, Negritudes, Genocídio

Resumo

O Brasil tem a terceira maior população do mundo, apenas dois anos atrás dos Estados Unidos e da China. Cerca de 70% das pessoas privadas de liberdade no país são negras. Os corpos negros têm sido historicamente atravessados por mecanismos de controle e punição, diante do escravocracrata brasileiro, sendo as instituições penitenciárias fundamentais para a continuidade do processo de segregação racial. O sistema de justiça criminal tem uma profunda ligação com o racismo estrutural, uma vez que sua concepção funciona como um aparato pós-abolição mais bem reorganizado para garantir a manutenção da hierarquia racial e das desigualdades das decorrentes. A dominação colonial é impôs aos subjectitos racializados uma vivência en que seus corpos não lhes perpences, realidade que foi naturalizada ao longo da história por meio de relações intersubjetivas perversas entre brancos e negros, entre colonizadores e colonizados. O objetivo deste estudo teórico é analisar a continuidade de um projeto colonial que, por meio do encarceramento em massa, busca monitorar, punir e segregar os corpos negros. Nesse sentido, a questão que norteia a reflexão é: de que forma o sistema penal brasileiro, por meio do encarceramento em massa, reproduz lógicas coloniais de controle e exclusão racial? Para responder a esta problemática, este estudo será utilizado por uma metodologia qualitativa, baseada numa revisão bibliográfica. A reificação do racismo estrutural por meio do sistema penal representa dois principais desafios a serem enfrentados pela sociedade brasileira na perspectiva da cidadania e dos direitos humanos.

Biografia do Autor

  • Me. Fagner Fernandes Stasiaki, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

    Doutorando e Mestre em Desenvolvimento e Políticas Públicas pela Universidade Federal da Fronteira Sul (PPGDPP/UFFS), Campus Cerro Largo, com Bolsa CNPq. 

  • Mestrando Erik Luís Sott de Santis, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

    Mestrando em Desenvolvimento e Políticas Públicas pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/PPGDPP), Campus de Cerro Largo, com Bolsa CAPES.

  • Mestrando Varlei Machado da Rosa, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

    Mestrando em Desenvolvimento e Políticas Públicas pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/PPGDPP), Campus Cerro Largo, com Bolsa Carrefour.

  • Dr. Edemar Rotta, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

    Doutor com Estágio Pós-Doutoral em Serviço Social (PUCRS). Mestre em Sociologia (UFRGS). Professora do
    Quadro Permanente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Políticas Públicas da UFFS.

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Publicado

2026-10-14 — Atualizado em 2026-10-15