A SOCIOLOGIA COMO RESISTÊNCIA À PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO
Palavras-chave:
Sociologia, Educação, Ensino Médio, Ciências humanas, LiberdadeResumo
Este trabalho investiga as implicações das reformas do ensino médio no Brasil, com ênfase na marginalização das ciências humanas e sua relação com as exigências do mercado de trabalho. Considera-se que as mudanças curriculares, ancoradas nos paradigmas produtivos do taylorismo e do toyotismo, priorizam competências operacionais em detrimento da formação crítica e cidadã, configurando um processo de mercantilização da educação. A pesquisa examina como essas disciplinas, embora frequentemente secundarizadas, são fundamentais para a construção da consciência histórica e social, promovendo a compreensão das relações de poder e a possibilidade de resistência às dinâmicas de precarização. Fundamentado em autores como Ricardo Antunes, Paulo Freire, Antonio Gramsci, Pierre Bourdieu, Michael Apple e Boaventura de Sousa Santos, o estudo adota uma abordagem interdisciplinar para analisar o entrelaçamento entre educação, trabalho e poder, evidenciando o papel das ciências humanas na contestação das desigualdades estruturais. Argumenta-se que a educação constitui um campo de disputa ideológica e cultural, no qual diferentes projetos de sociedade competem para moldar sujeitos e relações sociais. Conclui-se que, diante do avanço das políticas neoliberais e da crescente tecnocratização do ensino, as ciências humanas permanecem indispensáveis para a construção de uma sociedade democrática, ao fornecerem instrumentos para a análise crítica da realidade e para a superação das desigualdades sociais. Destaca-se, assim, a necessidade de reafirmar o papel das humanidades como eixo central de um projeto educacional comprometido com a emancipação social e a formação de sujeitos reflexivos e ativos na transformação social.
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